Hoje, começou por ser um dia normal como todos os outros. Levantamo-nos, arranjamo-nos para o trabalho, e numa passagem pelo supermercado ouve-se a seguinte conversa:
"Então tudo bem sr. ****?"
"Vai-se andando"
"Vai-se andando não é? Desde que o Porto ganhe..."
O resto da conversa pouco me chamou à atenção, até porque visto por este inicio, de que proveitoso poderiamos tirar do resto da conversa entre estas ... miseras personagens?
No momento em que eu ouvi a ultima frase do primeiro senhor (senhor já com os seus 60 e poucos) eu parei, parei para pensar. Como é que é possivel, alguem, descendente de uma espécie animal, tão bem sucedida neste mundo, poder dizer uma estupidez destas? Terei ouvido mal? terei alucinado, ouvido vozes?
Toda esta minha admiração é um tanto ou pouco encenada, como é obvio, de uma sociedade retrogada, estagnada e ignorante eu não esperava melhor. Mas a verdade é mesmo esta e custa-nos um pouco a aceitar que "coisas" destas existem! Pelas palavras deste senhor, ja nos seus finais etários, enquadrando-se naquele escalão de idades que nós atribuimos a sabedoria da experiencia. uma pessoa, um individuo, vive hoje em dia, na nossa sociedade, caminhando ao lado do seu clube de futbol. A sua felicidade, a sua alegria e disposição diária, está inteiramente dependente dos jogos do futbol. Continuando na ideia, desta pessoa experiente e sabedora, eu estou contente porque o Porto, o Benfica ou o que seja, ganhou o jogo de ontem. Hoje até vou trabalhar melhor por causa disso!
Meus senhores e senhoras, isto é denegrir, é macular, é estragar, a imagem do povo portugues, é reduzirnos ao pior que pode haver! ´No entanto, é esta a imagem que o povo portugues faz passar. Vive-se em crise, e enchem-se os estádios! Vive-se em crise, mas vai-se ao estrangeiro para ver o nosso clube! Vive-se em crise, mas pelo menos uma camisolinha do meu club eu tenho que ter, nem que isso não me agasalhe do frio no inverno, mas se tiver o calor do clube não há frio que me vença. è este o estado da nossa sociedade. O lamentavel estado da nossa sociedade, que em vez de os adultos participarem em assembleias, em comicios, em reuniões sobre como vai o seu país, assentam as suas partes de trás no sofá a ver o jogo, ou acupam os seus lugares numa plateia imensa, num determinado estádio. Em vez de os adolescentes, participarem em paléstras didáticas, de irem ao teatro ou ao cinema, de gastar dinheiro em roupa de jeito, ou menos, preferem está num estádio de futbol, ou a vangloriarem-se de actos de vandalismo participados por claques fanáticas. Em vez de as nossas crianças, aprenderem a lidar com numeros e letras, põem-nas a jogar aà bola ou a ver um jogo. Sendo que as respostas À pergunta: Que queres ser quando fores grande? são sempre : "jogador de futbol" "quero ser como o Cristiano Ronaldo" "quero ser futebolista" "quero ser como o Mourinho", em vez de termos respostas muito mais animadoras como "astronomo" "antropologo" "engenheiro" que de certo seriam muito mais naimadoras e sinal de um bom futuro. Este ano frequento a Licentiatura de História, tenho um professor que um dia comentou o facto de o ensino na ´pré-primaria e na primária, ser insuficiente com a seguinte frase: "hoje em dia as criancinas, coitaditas são tão novinhas, borram as mãos com tinta e tocam pifaro" (por José Pizarro). Eu não estou de acordo, apesar do borrar as mão ser verdade, hoje em dia o pifaro foi deizado e substituido por uma bola! Seremos então uma nação de futebolistas, seja esse o nosso futuro!
Isto entristece-me! Faz-me por vezes sentir vergonha de me chamar portugues! Faz-me olha à minha volta e pensar, mas que raio de páis é este, onde se prive na educação e gasta-se no lazer superfulo? Que raio de sociedade é esta, que de navegadores e senhores do mundo, passaram a gente que corre atrás de uma coisa redonda que rola num prado verdejante?
Somos nós os descendentes, dos mesmo que em 1494, tiveram o destinto atrevimento em dividir mundo com apenas o nosso vizinho? Somos nós os descendentes deles? Ou somos o lixo degradado dos restos imortais desses tempos?
domingo, 21 de dezembro de 2008
Refelexão Sobre o Luar
Esta foi uma critica que escrevi sobre a obra dramatica de "Felizmente Há Luar", quando me foi pedido por a minha professora de portugues e como se relaciona com o objectivo deste blog, achei pretinente em o colocar aqui! Leiam-no e comentem-no!
Reflexão sobre o LuarTodos nós somos mundos de sentimentos e ideias que como um turbilhão se revolvem dentro das nossas cabeças, da nossa mente. A leitura é uma porta de entrada para novos sentimento, novas emoções e também um catalisador para a germinação de novas ideias ou um reforço de ideias antigas.Assim lendo, e assistindo à peça dramática Felizmente há luar, á certos sentimentos que não posso deixar de sentir, como por exemplo a admiração pela personagem de Matilde, alguém com força e coragem, para se rebaixar ao ponto de implorar pela vida de alguém que lhe é especial.No entanto não é esta a personagem que me provoca o sentimento mais forte, sendo que não é a própria personagem mas aquilo que ela representa. Principal de Sousa, actua nesta peça como um representante de um órgão que teve e ainda tem grande poder nas consciências das pessoas e no modo destas de agir e de se comportarem. Por tal, por ser este órgão merecido de uma visão e avaliação, vai ser este o aspecto em que me vou centrar em toda esta critica, tentando não fugir dos limites da que a obra impõem, pois este trabalho é referente a ela e não a outros aspectos exteriores.Ao longo do desenrolar da acção podemos observar, de imediato, que a igreja exerce o seu poder através da ignorância dos outros e através da crença dos mesmos. Para a igreja um bom crente e seguidor de Cristo é aquele que desconhece a verdade e que peca, pois se não o fizesse não haveria motivos para a igreja colocar as suas privações nos outros. O clero precisa que os seus crentes cometam pecados pois assim terão poder sobe estes, e o conhecimento, é um pecado atroz para a igreja.Tendo em conta o modo de agir de Principal de Sousa, podemos rapidamente fazer uma imagem daquilo que ele represente. Principal de Sousa é alguém douto, embora dogmático, talvez sinta um pouco de remorso por aquilo que tem que fazer, mas no entanto, como todo o bom padre, compensa esse remorso pensando naquilo que pode vir atingir, assim era a igreja naquele tempo. Era benevolente, até sentir que o seu estatuto superior estivesse a ser ameaçado, era misericordiosa excepto quando o seu poder era abalado. Principal de Sousa reúne estas características, pois embora relutante em condenar e acusar o General Gomes Freire, acabou por faze-lo para o bem do Estado e o seu próprio bem.Mas pessoas como estas existem em todos os lugares, a questão é: deveríamos culpar estas pessoas por agirem como agem?Bem a meu ver, não são estas as verdadeiras culpadas, embora manipulem as pessoas através da sua fé, embora usem a religião como um modo de controlo e de obtenção de poder sobre outros, todos nós temos oportunidade de escolha, somos livres de escolher. O povo é ignorante porque assim o que ser e assim o escolheu ser. Preferimos idolatrar e esperar que sejam outros a fazer aquilo que tem que ser feito do que fazermos nós mesmos. Os populares preferem apelar ao General, idolatra-lo do que seguir o seu exemplo e lutar pelo seu próprio bem, pelas suas próprias vontades.Assim era a mente fraca das pessoas em 1817, assim era a mente da maior parte dos populares de 1962 e assim é a mente dos portugueses de hoje em dia. Esperar que sejam outros a fazer aquilo que tem que ser feito e se algo foi mal feito a culpa é se quem o fez e não de quem não teve coragem para o fazer. Esta característica é anexa à personagem Sousa Falcão e a todos os outros populares. Podemos ter aqueles que são conscientes do que se passa à sua volta, mas se não tiverem a coragem de agir, actuar, então são tão cobardes e inúteis como todos os outros.Por mais regimes que um país possa ter, não são eles que fazem ou definem uma nação, mas sim as pessoas e os habitantes que nele se integram. Devemos tomar a obra Felizmente Há Luar não só como uma mensagem para passar ao povo português o que se passava durante a ditadura salazarista, mas devemos sim, pensar e reflectir sobre os assuntos nela retratados, pois foi essa a ideia do autor, que nós pensasse-mos, reflectisse-mos sobre ela. Por mais altos que sejam os postos daqueles que nos regem, não significa que terão todo o poder sobre o país, não devemos esperar que as coisas sejam feitas pelos outros e não devemos atribuir tal responsabilidade a alguém, só porque não temos coragem para a aceitar. Pois foi tal responsabilidade, tal admiração que levou General de Gomes Freire à fogueira, foi esse centrar de esperanças, esse idolatrar que chamou a atenção dos governantes e que assim fez dele um alvo fácil.Não devemos perguntar o que o país pode fazer por nós, mas em vez disso, devemos perguntar o que é que podemos fazer pelo nosso país? Fernando Pessoa tentou, eu tento todos os dias, mas esta nação portuguesa já não tem o esplendor mencionado no seu hino.
Reflexão sobre o LuarTodos nós somos mundos de sentimentos e ideias que como um turbilhão se revolvem dentro das nossas cabeças, da nossa mente. A leitura é uma porta de entrada para novos sentimento, novas emoções e também um catalisador para a germinação de novas ideias ou um reforço de ideias antigas.Assim lendo, e assistindo à peça dramática Felizmente há luar, á certos sentimentos que não posso deixar de sentir, como por exemplo a admiração pela personagem de Matilde, alguém com força e coragem, para se rebaixar ao ponto de implorar pela vida de alguém que lhe é especial.No entanto não é esta a personagem que me provoca o sentimento mais forte, sendo que não é a própria personagem mas aquilo que ela representa. Principal de Sousa, actua nesta peça como um representante de um órgão que teve e ainda tem grande poder nas consciências das pessoas e no modo destas de agir e de se comportarem. Por tal, por ser este órgão merecido de uma visão e avaliação, vai ser este o aspecto em que me vou centrar em toda esta critica, tentando não fugir dos limites da que a obra impõem, pois este trabalho é referente a ela e não a outros aspectos exteriores.Ao longo do desenrolar da acção podemos observar, de imediato, que a igreja exerce o seu poder através da ignorância dos outros e através da crença dos mesmos. Para a igreja um bom crente e seguidor de Cristo é aquele que desconhece a verdade e que peca, pois se não o fizesse não haveria motivos para a igreja colocar as suas privações nos outros. O clero precisa que os seus crentes cometam pecados pois assim terão poder sobe estes, e o conhecimento, é um pecado atroz para a igreja.Tendo em conta o modo de agir de Principal de Sousa, podemos rapidamente fazer uma imagem daquilo que ele represente. Principal de Sousa é alguém douto, embora dogmático, talvez sinta um pouco de remorso por aquilo que tem que fazer, mas no entanto, como todo o bom padre, compensa esse remorso pensando naquilo que pode vir atingir, assim era a igreja naquele tempo. Era benevolente, até sentir que o seu estatuto superior estivesse a ser ameaçado, era misericordiosa excepto quando o seu poder era abalado. Principal de Sousa reúne estas características, pois embora relutante em condenar e acusar o General Gomes Freire, acabou por faze-lo para o bem do Estado e o seu próprio bem.Mas pessoas como estas existem em todos os lugares, a questão é: deveríamos culpar estas pessoas por agirem como agem?Bem a meu ver, não são estas as verdadeiras culpadas, embora manipulem as pessoas através da sua fé, embora usem a religião como um modo de controlo e de obtenção de poder sobre outros, todos nós temos oportunidade de escolha, somos livres de escolher. O povo é ignorante porque assim o que ser e assim o escolheu ser. Preferimos idolatrar e esperar que sejam outros a fazer aquilo que tem que ser feito do que fazermos nós mesmos. Os populares preferem apelar ao General, idolatra-lo do que seguir o seu exemplo e lutar pelo seu próprio bem, pelas suas próprias vontades.Assim era a mente fraca das pessoas em 1817, assim era a mente da maior parte dos populares de 1962 e assim é a mente dos portugueses de hoje em dia. Esperar que sejam outros a fazer aquilo que tem que ser feito e se algo foi mal feito a culpa é se quem o fez e não de quem não teve coragem para o fazer. Esta característica é anexa à personagem Sousa Falcão e a todos os outros populares. Podemos ter aqueles que são conscientes do que se passa à sua volta, mas se não tiverem a coragem de agir, actuar, então são tão cobardes e inúteis como todos os outros.Por mais regimes que um país possa ter, não são eles que fazem ou definem uma nação, mas sim as pessoas e os habitantes que nele se integram. Devemos tomar a obra Felizmente Há Luar não só como uma mensagem para passar ao povo português o que se passava durante a ditadura salazarista, mas devemos sim, pensar e reflectir sobre os assuntos nela retratados, pois foi essa a ideia do autor, que nós pensasse-mos, reflectisse-mos sobre ela. Por mais altos que sejam os postos daqueles que nos regem, não significa que terão todo o poder sobre o país, não devemos esperar que as coisas sejam feitas pelos outros e não devemos atribuir tal responsabilidade a alguém, só porque não temos coragem para a aceitar. Pois foi tal responsabilidade, tal admiração que levou General de Gomes Freire à fogueira, foi esse centrar de esperanças, esse idolatrar que chamou a atenção dos governantes e que assim fez dele um alvo fácil.Não devemos perguntar o que o país pode fazer por nós, mas em vez disso, devemos perguntar o que é que podemos fazer pelo nosso país? Fernando Pessoa tentou, eu tento todos os dias, mas esta nação portuguesa já não tem o esplendor mencionado no seu hino.
Tumulo
Mudança. Adaptabilidade. Transformação. Tres caracteristicas inerentes ao ser humano que lhe garantiu ser o animal que é hoje. São a chave da sobrevivencia e da evolução, ou pelo menos eram em tempos idos.Foi através da mudança e transformação, tanto a nivel de fisionomia como cultural que fez com que determinadas espécies de seres vivos chegassem ao mundo de hoje como nós as vemos, caminhando um longo caminho em busca da perfeição, foram aquelas tres caracteristicas que nos garrantiram sucesso. Quando enfrentavamos novas dificuldades, novos desafios, mudamo-nos, a nós mesmos e até o mundo à nossa volta. Muitas espécies de hoje, tanto plantas, animais ou qualquer outro tipo de seres continuam neste processo de aprefeiçoamento, todos excepto uma espécie de animal.O Homem.Julgando-se já divino, algo de perfeito, o ser humano tornou-se arrogante no seu modo de vida, Hoje em dia não tentamos sobreviver, mas sim arranjar alguem que o faça por nós. Eu vejo isto no meu país, nas pessoas que habitam estas terras lusas. Sim que habitam apenas!. Portugal depois de ser atingido por uma vasta onda de desemprego, ou melhor de pessoas sem trabalho que vivem de rendimentos, a maior parte conformada com aquilo que tem, Portugal é então o sinónimo de estagnação, de paragem no processo de evolução do ser humano, tanto fisico como mental.Hoje em dia um individuo que tenha trabalhado toda a sua vida, dedicando-se apenas a um só tipo de arte, aos quarenta anos de idade, se for despedido o mais provavel é não procurar outro tipo de arte para se formar, arte esta que esteja mais em vóga. Em vez disso, limita-se a esperar que algo, alguma vaga na sua área de trabalho, surja. Bem a meu ver este tipo de atitude limita a utilidade do ser humano, mesmo como animal e entidade participativa neste mundo. Aqui falei sobre o caso do desemprego, mas esta mesma atitude apática e limitante é denotada em todos os aspectos de vida dos portugueses.Atitudes como: "deixa lá podia ser pior", "é assim a vida" , "deixa lá amanha poderá ser melhor", são atitudes de inutilidade, que reduzem o ser humano à mais infima insignificancia.A meu ver, e passo a redondancia desta expressão, podia ser pior mas também podia ser melhor se agissem em vez de se conformarem, a vida não é "assim", a vida é o que fazemos e o que queremos que ela seja; não esperes que o amanha seja melhor, AGE para que o amanha seja melhor, não chega esperança se não fizermos algo de activo.Acordem! Acordem portugueses, levantem-se desse tumulo de insignificancia, livrem-se dessa mortalha de inutilidade em que se envolveram e adaptem-se, transformem-se, a voces e ao mundo que vos rodeia. Deixem essa actitude apática que só vos garantiu uma morte antes do seu tempo. Uma vida estática não é mais do que uma vida de vegetal, e até mesmo as plantas se movem à procura da luz que as mantem vivas.Aceitem a responsabilidade das vossas vidas em vez de culparem outros pelas mesmas.
Etiquetas:
Mudança/Adaptabilidade/Transformação
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